O Ministério da Saúde de Moçambique confirmou a identificação de novos casos de Mpox, comummente conhecida como varíola dos macacos, no distrito do Lago, localizado na província do Niassa. Perante o diagnóstico de 17 casos confirmados até ao final de julho de 2025, as autoridades de saúde nacionais intensificaram o controlo epidemiológico, a vigilância ativa nas comunidades e as campanhas de sensibilização para travar a propagação do vírus.
A maioria dos pacientes diagnosticados encontra-se atualmente em isolamento domiciliário, apresentando um quadro clínico estável e sob acompanhamento médico rigoroso das equipas locais de saúde.
Sintomas, contágio e formas de prevenção
A Mpox é uma infeção viral cujos sintomas costumam manifestar-se entre 5 a 21 dias após a exposição ao vírus. A doença caracteriza-se por febre, dores de cabeça persistentes, dores no corpo, cansaço extremo, inflamação dos linfonodos (ínguas) e o aparecimento de lesões na pele que progridem de manchas para bolhas com pus.
“O vírus é transmitido principalmente pelo contacto direto com feridas, secreções corporais, gotículas respiratórias em interações próximas ou através do manuseamento de objetos e roupas contaminadas”, reforçam os especialistas em saúde pública.
Para prevenir o contágio, as autoridades recomendam a lavagem frequente das mãos com água e sabão ou álcool em gel, a não partilha de objetos de uso pessoal, o uso de máscaras em locais de elevado risco e o isolamento imediato de indivíduos que apresentem sinais da infeção.
Acompanhamento clínico e resposta do Ministério da Saúde
Embora não exista um tratamento curativo específico para casos de gravidade ligeira a moderada, o maneio médico centra-se no alívio dos sintomas através de analgésicos, antitérmicos, hidratação adequada e isolamento para evitar novas cadeias de transmissão. Em situações graves ou em pacientes imunocomprometidos, poderá ser considerada a aplicação de antivirais como o tecovirimat.
“O Ministério da Saúde está a intensificar campanhas de sensibilização, o rastreio rigoroso de contactos e a testagem rápida nas zonas mais afetadas para conter o surto”, garantem os responsáveis do setor sanitário.
A resposta coordenada entre os serviços de saúde e a população é apontada pelas autoridades como o fator decisivo para travar o surto na província do Niassa e proteger a saúde pública a nível nacional.
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