Escola na Matola Exclui África do Sul de Celebrações do Dia da África em Protesto contra Xenofobia
Numa atitude que está a gerar debate na comunidade educativa da Matola, a Escola Secundária São Gabriel anunciou a exclusão da África do Sul das suas atividades anuais em comemoração ao Dia da África. A decisão, tornada pública esta semana através de um comunicado assinado pelo diretor Frei Lafim Rafael Monteiro, é um protesto formal contra a onda de ataques xenófobos dirigidos a cidadãos estrangeiros no país vizinho.
Tradicionalmente, a escola organiza um evento onde cada turma explora a história, a gastronomia e a cultura de um país africano. No entanto, para a direção da São Gabriel, manter a homenagem à África do Sul seria ignorar as práticas que violam os princípios fundamentais da União Africana: o respeito mútuo e a fraternidade. “Tais atitudes contrariam os valores que norteiam esta celebração”, destacou o documento.
A orientação é para que os alunos que estavam a preparar trabalhos sobre a África do Sul redirecionem as suas pesquisas para outras nações que personifiquem melhor o espírito de união africana. A medida reforça o compromisso da escola em formar cidadãos conscientes e solidários, utilizando a data de 25 de Maio não apenas como festa, mas como um momento de reflexão profunda sobre a segurança e dignidade de todos os africanos.
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