A Versão da Agência e o Esquema dos Intermediários
Após ser publicamente apontada pelo proprietário da viatura como cúmplice no desaparecimento do automóvel, a agência Indigo quebrou o silêncio para apresentar a sua versão dos factos. Em entrevista, o representante da empresa desmarcou-se do alegado crime e garantiu que o nome da instituição foi usado de forma fraudulenta por terceiros para transmitir uma falsa sensação de segurança ao lesado.
De acordo com a Indigo, o negócio foi inteiramente conduzido à margem da empresa por um grupo de “nhonguistas” composto por Alberto Mabunda, Nildo e uma jovem chamada Laís. Estes indivíduos, que atuavam como parceiros ocasionais no ramo do aluguer de viaturas (rent-a-car), precisavam de um Toyota Prado para um cliente que pretendia deslocar-se à África do Sul. Para contornar as regras, terão convencido uma funcionária da agência a retirar um documento contratual das instalações, permitindo que a transação fosse selada na via pública e sem o aval dos gestores.
“A empresa questiona o motivo de os intermediários terem recorrido ao carro de terceiros, uma vez que a própria Indigo tinha viaturas Prado disponíveis para aluguer nas suas instalações.”
Rastreamento Desativado e Destino Alterado
Os contornos financeiros do negócio ilegal também foram revelados: o proprietário receberia uma taxa diária de 5 mil meticais, enquanto o cliente final desembolsaria cerca de 9 mil meticais por dia. Contudo, as irregularidades não se ficaram pelo contrato. A agência afirma que os intermediários mentiram deliberadamente sobre a rota, informando o dono de que o veículo iria apenas até Nelspruit, quando o plano real traçado era Joanesburgo.
Poucos dias após a partida, o sistema de localização do veículo começou a falhar até apagar por completo. Mais tarde, confirmou-se que o dispositivo de rastreamento tinha sido removido da viatura. O Toyota Prado, cujo valor de mercado atual está avaliado entre 1,4 e 1,8 milhão de meticais, continua em parte incerta, deixando no ar várias questões sobre a existência de uma rede organizada de desvio de automóveis na cidade de Maputo.
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FONTE
Informações baseadas nas denúncias públicas e na entrevista de esclarecimento com o representante da agência Indigo.
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