O bairro de Magoanine, na capital moçambicana, está mergulhado em dor e revolta. Duas crianças, de 12 e 16 anos, perderam a vida na sequência de uma alegada negligência médica no Centro de Saúde de Magoanine “A”. A família das vítimas relata que, após recorrerem àquela unidade sanitária devido a um mal-estar, os menores receberam uma prescrição de medicamentos inadequados que, longe de aliviar, agravaram drasticamente o seu estado de saúde.
A situação tornou-se crítica e obrigou a uma transferência de urgência para o Hospital Geral de Mavalane. Foi lá que análises posteriores revelaram a causa real do sofrimento dos menores: malária. Segundo informações apuradas, os médicos de Mavalane concluíram que a medicação administrada anteriormente não só foi ineficaz, como acelerou a deterioração clínica dos pacientes, levando ao óbito.
Este caso levanta um grito de indignação por parte da comunidade, que aponta o dedo à falha básica de não realização de testes rápidos para despistar a malária — um procedimento de rotina que, na visão dos familiares e vizinhos, teria sido a chave para salvar estas vidas. Onde falhou o sistema de triagem? A falta de um diagnóstico preciso por negligência ou por carência de meios pode ser a sentença de morte para muitos outros cidadãos? A Vereação de Saúde da Cidade de Maputo, por sua vez, afirma ainda não ter recebido uma denúncia formal, o que torna ainda mais urgente que o caso seja investigado com rigor e transparência.
A contestação dos moradores não se limita a esta tragédia; denuncia-se um padrão de mau atendimento recorrente no Centro de Saúde de Magoanine “A”. A família exige justiça e responsabilização criminal e institucional para todos os envolvidos, num momento em que a confiança no serviço público de saúde em Maputo parece atingir um ponto crítico.
Uma alegada traição familiar transformou-se num verdadeiro escândalo de proporções inesperadas, culminando em violência física e na intervenção direta das...