Uma consulta de urologia no Trofa Saúde, em Portugal, terminou de forma insólita e polémica no passado dia 2 de junho. Um paciente que esperava por um plano nutricional rigoroso para o tratamento de um problema renal recebeu, em vez disso, uma folha impressa com recomendações geradas automaticamente pela inteligência artificial Gemini, da Google, mantendo ainda no cabeçalho o aviso “vista geral de IA”.
O paciente, visivelmente surpreendido com o ato, relatou ao Correio da Manhã que o médico estava a escrever no computador e que não esperava receber um documento extraído diretamente de uma ferramenta de IA sem qualquer curadoria humana. “Nunca experienciei uma coisa assim”, afirmou o doente.
A tecnologia deve ser uma ferramenta de suporte, mas será que estamos a assistir a um perigoso desleixo profissional? A responsabilidade do médico é intransmissível e a segurança do paciente deve estar sempre acima da conveniência da automação. O que pensa desta substituição do aconselhamento humano pela IA? A tecnologia está a facilitar a medicina ou a torná-la impessoal e arriscada? Deixe a sua opinião nos comentários.
A Ordem dos Médicos, através de Carlos Cortes, sublinhou que, embora a IA possa ser um apoio, a validação clínica é obrigatória. “A responsabilidade total e intransmissível sobre o ato médico pertence ao profissional”, reforçou o Bastonário. Até ao momento, o Trofa Saúde – Hospital da Trofa não emitiu uma declaração oficial sobre o incidente.
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