Um crime brutal de feminicídio chocou profundamente os moradores de Araruama, na Região dos Lagos do estado do Rio de Janeiro, no Brasil. Na manhã do passado dia 25 de junho de 2026, uma mulher identificada como Iara Nunes de Marins, de 42 anos de idade, foi encontrada morta no interior da sua própria residência, localizada no bairro Outeiro.
O principal suspeito da autoria do crime é o seu companheiro, Marcos Ferreira da Silva, de 44 anos, amplamente conhecido na comunidade local como “Pastor Marcos”.
Confissão no local e apreensão da arma do crime
De acordo com o relatório da Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro, a equipa de patrulhamento foi acionada com urgência para responder a um chamado de violência doméstica no imóvel. Ao chegarem ao local, os agentes abordaram Marcos na área externa da casa, tendo este admitido informalmente aos policiais que havia tirado a vida da companheira.
“No interior da habitação, a vítima foi encontrada já sem sinais vitais. O Corpo de Bombeiros confirmou o óbito no local, que foi imediatamente isolado para a realização dos exames periciais”, avançaram fontes policiais.
As investigações periciais revelaram que o crime foi perpetrado com extrema violência recorrendo a uma marreta, ferramenta que foi apreendida pela polícia científica para integrar o conjunto de provas do processo.
Histórico criminal do suspeito e comoção na comunidade
Um dos elementos que mais chamou a atenção dos investigadores foi o facto de o suspeito estar a ser monitorizado por tornozeleira eletrónica no momento do crime. Marcos tinha saído do sistema prisional há cerca de um ano e meio, após cumprir uma pena de aproximadamente 10 anos de prisão por uma condenação anterior pelo crime de violação (estupro). Apesar do histórico criminal grave, moradores relataram que ele exercia funções como pastor numa igreja evangélica local.
“O suspeito foi conduzido à 118ª Delegacia de Polícia de Araruama, onde foi autuado em flagrante delito pelo crime de feminicídio”, confirmou a Polícia Civil, acrescentando que celulares, documentos e uma motocicleta foram apreendidos para instrução do caso.
Este trágico episódio causou enorme comoção na cidade por se tratar do segundo caso de feminicídio registado em Araruama no mesmo mês, juntando-se ao assassinato de Ana Clara, uma jovem grávida de 19 anos encontrada morta no início de junho. As autoridades prosseguem com as diligências para esclarecer todas as circunstâncias e motivações do crime.