
Um dos comportamentos mais fascinantes e singulares do reino animal ocorre no interior das colónias de abelhas. O zangão, que representa o macho da espécie, desempenha como principal função biológica a reprodução através do acasalamento com a rainha. Contudo, o desfecho deste processo reprodutivo é fatal para o macho logo após a cópula.
Durante o ato, o zangão transfere o sêmen para a rainha utilizando uma estrutura anatómica específica denominada endofalo. Logo após a ejaculação, ocorre a rutura de parte desta estrutura, que fica temporariamente alojada no aparelho reprodutor da fêmea, enquanto o macho se desprende, cai ao solo e morre pouco tempo depois.
“O zangão, macho da espécie, tem como principal função reprodutiva acasalar com a rainha — e, quando consegue realizar a cópula, o processo termina com sua morte.”
A estratégia reprodutiva da rainha
Por sua vez, a rainha adota uma estratégia de múltiplos acasalamentos durante os seus voos nupciais, podendo juntar-se a vários zangões. Todo o material genético recebido é armazenado num órgão próprio para ser utilizado progressivamente na fertilização dos ovos ao longo de toda a sua vida reprodutiva.
O fenómeno inclui ainda o chamado “sinal de acasalamento”, deixado pelo macho no corpo da rainha, embora outros zangões possam vir a acasalar com a mesma fêmea posteriormente. Trata-se de uma estratégia evolutiva altamente específica desenvolvida pela natureza para assegurar a perenidade e a continuidade da colónia.
